ATÉ ONDE VAI A INFLUÊNCIA GENÉTICA?

«Nature is all that a man brings with himself into the world; nurture is every influence that affects him after his birth.  The distinction is clear: the one produces the infant such as it actually is, including its latent faculties of growth and mind: the other affords the environment amid which the growth takes place, by which natural tendencies may be strengthened or thwarted or wholly new ones implanted».

(Galton, 1874)

Um dos fenómenos mais estudados e também mais complexos da biologia (estudo de organismos vivos) e da psicologia (estudo da mente) é o de saber como é que as pessoas se desenvolvem mentalmente, i. e. que factores contribuem para o desenvolvimento mental do indivíduo: a natureza (i. e. a composição biológica ou genética de uma pessoa) ou o ambiente (como é que uma pessoa é criada, por quem e onde)? Como é que os indivíduos desenvolvem a capacidade para a aprendizagem, a memória, a inteligência, e a personalidade? Por que é que dois ou os mais indivíduos, nascidos e criados pelos mesmos pais (e, consequentemente, detentores, de uma composição genética similar) se transformam, frequentemente, em indivíduos com acentuadas diferenças de gosto, forças e fraquezas? Por que é que algumas pessoas, contrariamente ao seu irmão e/ou irmã, desenvolvem doenças mentais? O que está na causa de tais diferenças, i. e. o que pesa mais no pêndulo: a genética ou o ambiente?

Tal como a maioria dos estudos que pertencem à mente, neste também não existem muitas respostas liminares. Os cientistas e investigadores do campo mental desenvolvem teorias muito diferentes a respeito de como as pessoas crescem e se desenvolvem mentalmente.

Uma grande parte dos investigadores acredita que o ambiente/cultura em que uma pessoa é criada contribui para a formação integral da sua personalidade e inteligência, podendo mesmo promover ou impedir o desenvolvimento de determinadas doenças físicas ou mentais (Ridley, Watson, Tolman, Skinner): «A mãe natureza não impediu claramente a determinação das nossas capacidades intelectuais para cegar o destino de um gene ou genes; Ela deu-nos pais, aprendizagem, linguagem, cultura e instrução para nos podermos programar» (Ridley, M., 1999); uma outra parte (bem menor) sustenta que a biologia joga um papel mais importante que o ambiente e que as pessoas estão geneticamente programadas para se tornarem naquilo que são, por isso, coisas como alcoolismo ou mesmo a inteligência são biologicamente herdados, pois nada no ambiente poderá modificá-las de forma radical (Jensen, Lynn, Rushton, Weinberg).

No entanto, embora o zeitgeist (espírito da época) do mundo da psicologia ocidental considere que ambos os factores (genético e ambiental) contribuem de modo idêntico (50%-50%) para o desenvolvimento mental do indivíduo – influenciando de modo «interacionista» (Ridley, M., 2002) – muitos estudos mostram que os gémeos (sejam eles de que tipo forem) detêm maior probabilidade de possuírem uma inteligência similar (Bouchard Jr, T. J., 1990). Aliás, quanto mais próxima é a ligação biológica, mais forte é a similitude na inteligência. Todavia, existem também algumas similitudes na inteligência entre crianças que não possuem qualquer relação de parentesco (i. e. não são irmãos ou gémeos), mas foram criadas conjuntamente na mesma casa, contudo, este género de similitudes não são tão elevadas quanto as que se encontram entre os irmãos e, em especial, os gémeos. Em geral, o que estes estudos nos indicam é que não existe um único factor definitivo que influencie directamente e de forma única a inteligência: quer a «herança genética», como o modo e local em que o indivíduo é criado exercem extrema influência. Isto, porque a inteligência não se encontra 100% determinada pela genética, logo, qualquer que seja a inteligência natural de um indivíduo (mesmo considerando que se encontra maioritariamente determinada pela genética), ela poderá ser melhorada ou obstruída (nem que seja numa percentagem minoritária) pelo ambiente (moral, político, ético, educacional, ético, social, etc.), em que o indivíduo se desenvolve.

Assim, o problema aqui em disputa não é o de saber se a genética determina em 100% o desenvolvimento do indivíduo, ou se a genética pode ser utilizada como factor isolado na comparação de grupos étnicos (entenda-se que este problema está claramente ultrapassado), mas o de saber até que ponto estamos geneticamente determinados, ou seja, qual é percentagem de influência dos factores biológicos no nosso desenvolvimento: será 30%, 50% ou 80%, como afirmou o psicólogo americano Arthur Jensen na década de 60? Acaso a genética desempenhe o papel mais determinante, será isso razão suficiente para defender o racismo?

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51 pensamentos em “ATÉ ONDE VAI A INFLUÊNCIA GENÉTICA?

  1. daniele diz:

    a inteligencia é genetica ??

    • A inteligência que pode ser medida designa-se de QI (coeficiente de inteligência). O coeficiente de inteligência pode, de facto ser medido e os factores que contribuem de forma determinante para o seu desenvolvimento são genes. Há inclusive recentes investigações que apontam para um gene responsável pelo nosso nível de QI. Logo, a inteligência é maioritariamente determinada pelos genes, por exemplo, se fores da raça asiática terás possibilidade de teres um elevado nível de QI, o ambiente pode ajudar, mas não o suficiente!

      • Maria Zélia diz:

        Essa é uma questão muito complexa, aliás tudo referente à genética é complicado. Acredito que ambos fatores influenciam no desenvolvimento intelectual e físico do humano, agora querer saber o percentual de tais influências é mais complicado ainda, mas para os cientista quase nada é impossível! Sou estudante de Biologia na UFS e estou cursando no momento Introdução à Psicologia do Desenvolvimento, estou adorando!

  2. jaime pereira da silva filho diz:

    A genética influência no nosso desenvolvimento,mais não influência em 100% na formação do indivíduo,o local onde o indivíduo é criado ajuda muito na sua formação.Outro factor que influência bastante é o modo que esse indivíduo foi criado.
    O maior exemplo que a genética não influência muito no desenvolvimento mental do indivíduo,é a comparação de dois seres que são gerado de um unico indivíduo e tem as personalidades tão diferente entre eles,isso tem haver com o ambiente em que esses indivíduos foram criados.

    • É verdade que não influência a 100%, porém, influência de forma determinante! A personalidade pode ser fruto do ambiente, mas a impotência, as doenças, o QI, as características físicas são na sua maioria herdadas, o ambiente pode contribuir para as modificar um pouco, mas não as consegue alterar significativamente!

      • Aline Costa Santana de Oliveira diz:

        A inteligência sem dúvida é um fator genético, como exemplo temos o estudo do cérebro do físico Albert Einstein, onde esse estudo demonstrou um número de células gliais maior que em cérebros normais, ou seja, o cérebro de Einstein necessitava de uma maior “necessidade metabólica”, absorver e usar a energia adquirida.
        O ambiente também é favorável no desenvolvimento da inteligência, uma boa família, uma educação de qualidade, são fatores que contribuem no desenvolvimento intelectual do ser humano.

  3. Givaneide Santos Viiera diz:

    Com certeza podemos afirmar que a genética e o ambiente são fatores determinantes no desenvolvimento da personalidade e intelecto dos indivíduos.

    • A hereditariedade é discutível o nível de influência também, porém, a personalidade em nada de relaciona com o intelecto. O intelecto dos indivíduos pode ser medido e está estritamente relacionado com a quantidade de neurónios, daí a importância dos genes. Se descenderes de indivíduos bastante «dotados» terás melhor probabilidade de seres dotado! E neste aspecto, o ambiente pouco contribui.

  4. Manoel Messias dos Santos diz:

    O texto fala de dois fenomenos: um biológico e o outro psicológico. Duas linhas de estudo que se cruzam para moldar um ser vivo. É bastante complexo falar do ser humano, principalmente quando se refere a genetica e ambiente, por um motivo muito simples, não existe lógica nessa linha de estudo, pois muitos fatores podem ser adversos ou não, depende de como o indivíduo irá aceitar ou não as influencias advindas do meio em que ele se encontra.

    • É complexo falar do humano e sobretudo, daquilo que o define! Porém, é bom procurar compreender. Este tema é controverso e está longe de ser ultrapassado!No entanto, existe muita lógica neste estudo! Obviamente que a acção do indivíduo no meio (mundo que o rodeia) é importante e pode melhorar as suas características hereditárias, mas naõ opera milagres! As heranças genéticas são grandes obstáculos e são o material com que temos de trabalhar. Se nasces com uma deficiência ou mental, o ambiente pode melhorar, mas não faz com que ele desapareça!

  5. Dilma diz:

    A ciência tem feito um esforço muito grande para explicar as diferenças genéticas e o meio.
    O racismo é nada mais, nada menos do que uma forma de se mostrar diferenças que os seres humanos não conseguem.
    Preconceito sim, é crime. Cor de pele é charme, é identidade, é beleza. Nem a genética e nem o meio, vão justificar a negritude. Mas a massa nojenta de seres humanos, inclusive negros, propagam o racismo se fazendo de coitadinhos e sendo os propagadores do racismo em si. Se cor fosse defeito
    a natureza não seria tão colorida e tão linda.

  6. jessica diz:

    o que é genetica

  7. jessica diz:

    é pra que serve a genetica

  8. bárbara andrade diz:

    não podemos esquecer que a carga genética que vem de nossos descendentes também gera novos genes, como se fosse uma loteria formando novíssimos e únicos seres com códigos genéticos diferentes (excetuando-se os gêmeos univitelinos que possuem mesmo DNA), sendo assim, pais com pouco QI podem gerar indivíduos com muito QI e vice-versa, ou não?

  9. Ju( q intimidade!),

    Que livros vc indicaria sobre genética para quem se interessa sobre o assunto como leigo.

  10. juana,

    mais uma coisinha…eu estou lendo richard dawkins O Gene Egoista e estou achando um pouco confuso apesar de achar que ele introduz uma questão muito interessante que é o gene como um ser independente que vive nos porões do nosso ser apenas para lhes garantir sua existencia e sobrevivencia ( maquinas de sobrevivencia), enfim…mas ao mesmo tempo o livro tergiversa um pouco e coloca muitas questoes a respeito do comportamento animal, etc…resumindo…gostaria de saber da opiniao de uma pessoa como voce que é da área se não for pedir muito.

    muito agradecido.
    william paul

  11. sua opiniao sobre esse livro em particular de richard dawkins O Gene Egoista

    concluido

    william

    • O gene egoísta é uma das melhores obras do Dawkins e, na minha visão, uma obra na qual podemos aprender em detalhe – principalmente se não somos da área da genética – de que forma o organismo se desenvolve em relação com o meio ambiente. No fundo, a ideia é que todos os organismos são máquinas de sobrevivência e nós, como seres humanos, também somos mais uma máquina de sobrevivência composta por um aglomerado (muito bem estruturado) de genes. Os genes são “cegos” no que se refere ao “indivíduo” o seu objectivo é apenas permanecer o maior tempo possível vivo; portanto, o “alojamento” escolhido para se desenvolver não é muito importante. Daí que o gene procure fazer a melhor adaptação possível ao ambiente, sempre que este é derrotado. De que forma? Transporta-se para um outro organismo ou então modifica o “comportamento” no organismo seguinte, em função daquele que obteve maior sucesso. É por isto que o livro de Dawkins é muito ilucidativo pois percebemos que só os mais fortes conseguem sobreviver e nós como “indivíduos” não somos realmente importantes… É difícil de aceitar a teoria de Dawkins na totalidade, porém, no que se refere à teoria da selecção natural é muito inteligente e está esclarecida de uma forma “dura”, mas que corresponde à verdade.

  12. Alexandra Andrade diz:

    A genética e o ambiente influenciam igualmente no desenvolvimento do ser humano. Portanto, na minha opinião, o percentual é de 50 por cento. Existem muitos casos em que o indivíduo está geneticamente programado para acontecimentos que, a depender do ambiente em que o mesmo está inserido, irão se desenvolver ou não. Porém, existe uma questão ainda sem muita lógica: Porquê um ser humano que se desenvolve num ambiente totalmente alheio à sua predisposição genética, consegue, mesmo assim, ultrapassar as barreiras impostas por vários fatores e, nesse caso, a genética acaba falando mais alto? É algo para se pensar.

  13. DÉCIO LUIZ ALVES BARRETO diz:

    A genética vai determinar os traços advindos do pai e da mãe, em relação ás características físicas do individuo. No entanto, o seu comportamento e suas escolhas serão determinadas pelo ambiente e pela forma de sua criação.

  14. Nathaly Félix Nunes diz:

    Creio que a genética, pois existem filhos dos mesmos pais que tem características, comportamento, ações diferentes e que são criados juntos. Não depende do ambiente para que seu comportamento seja diferenciado do outro, se o outro que convive com ele(a) tem atitudes sérias e ele(a) não tem, vai depender geneticamente das atitudes de cada um deles, pois são criados com as mesmas regras. Por exemplo, um filho de pais ricos deu para traficar e usar drogas, o ambiente em a família vive, a posição dos pais na sociedade, não era para o filho se deslocar para esse lado mal, qual foi o motivo que levou ele a ser um usuário e traficante?
    Por outro lado, filho de pais pobres dão duro na vida, trabalham, batalham, estudam e pretendem ser alguém na vida, não a oportunidade de pagar uma universidade para crescer, mas é o maior orgulho dos pais que levando uma vida naquele humilde bairro seu filho não deu para ser usuário de drogas, nem traficante.

    Pais que dão tudo para o filho ser alguém na vida e ele não se importa, pois tem tudo de mãos beijada. Pais humildes que batalham juntos com o seu filho para que ele seja um homem de bem e não ter as coisas de mãos beijada, morando em bairro humilde e não deu para ladrão, usuário ou traficante.
    o que a genética explica através desse fato? Que influência cada um teve para seguir seu rumo de vida?

  15. RAFAEL DIAS SOUZA SANTOS diz:

    A natureza humana é a parte do comportamento humano, que acredita-se que seja normal ou invariável através de longos períodos de tempo, e de contextos culturais dos mais variados. Esse entendimento no entanto é equivocado, pois a ciência não crê em natureza humana, pois essa tem carater metafísico.
    Segundo Karlx Marx os seres humanos são simplesmente uma “ardósia em branco”, cuja personagem vai depender inteiramente de sua socialização e experiência. Ele colocou uma enorme importância na perspectiva de que as pessoas são influenciadas, em parte, determinadas por seus ambientes.
    Para Tanto acredito que a genética e o ambiente desempenheiam papel particular no desenvolvimento do ser humano, a genética influencia no comportamento e o ambiente que qualquer que seja a inteligência natural de um indivíduo, ela poderá ser melhorada pelo ambiente em que se desenvolve.

    • Estou totalmente de acordo. Mas, actualmente, parece-me que somos detemrinantemente comandados pelo poder do nosso “pacote genético”. Num futuro próximo, pensamos que será possível detemrinar a inteligência e fazer seres ocmpletamente pensados, tais como uma casa ou um carro!!

  16. Nathaly Félix diz:

    A técnica de DNA recombinante permite juntar na mesma molécula de DNA genes provenientes de organismos diferentes, ou seja, possibilita retirar genes de uma espécie e introduzir num microrganismo, que posteriormente se vai multiplicar e assim produzir inúmeras copias desse gene e consequentemente o produto desse gene. É possível, por exemplo, introduzir um gene humano, numa bactéria, para que elas produzam uma determinada proteína humana?

  17. Lory Everllin diz:

    O racismo pode ser justificado pelas condições genéticas

  18. Jaqueline S.S.Oliveira diz:

    Em alguns casos, podemos afirmar que o meio influencia subtamente na opinião, gosto, inteligência e até mesmo racismo e preconceito. Como por exemplo, crianças que são extremamente guiadas pelos valores éticos e morais e passam a desenvolver caracterícas que não são prórias mas adquiridas. Mas, também podemos citar que há atitudes que nops surpreendem, como a de uma criança que não vive num meio de preconceito e racismo, desenvolve um tal característica de maneira inesperada; ou até mesmo crianças de pais analfabetos de origem humilde com uma capacidade de destacar-se por sua inteligência e astúcia. Mas, só é permitida a certeza de que ambos tem influencia mística e real em nossas vidas.

  19. JamesR. diz:

    ‘o ambiente pode ajudar, mas não o suficiente!’

    Oh Inês, então se colocarmos um asiático num quarto escuro a vida toda…será que irá ter um QI elevado?

  20. julia diz:

    legal esse site

  21. robson ferreira diz:

    A genética abrange todas as influências transmitidas através dos pais às células do sexo que se fundem pra se tornar um novo ser. São herdados traços e predisposições que ficam a estimulá-los por todo o curso da vida. O ambiente é aquilo que cercam e envolve os indivíduos. O ambiente em que a pessoa vive é tanto físico quanto social, temos como exemplo: clima, localização de moradia (urbana ou rural), a convivência familiar, sem duvida nenhuma influenciam concomitantemente o desenvolvimento do individuo.
    O psicólogo desenvolvimentista Arnold Lucius GESELL (1880-1961), realizou uma pesquisa com quase doze mil crianças de diversas idades e diversos níveis de desenvolvimento, observou e concluiu que, o desenvolvimento é um conjunto de fenômenos que concorrem para que o indivíduo seja capaz de realizar funções cada vez mais complexas. Deste modo, a “maneira de ser” o modo como ele age, como se comporta ou se conduz, traduz o seu desenvolvimento. Comportamentos e condutas são termos que se referem a todas as reações, sejam elas reflexas, voluntárias, espontâneas ou adquiridas.
    O desenvolvimento humano inicia-se com a concepção e segue a uma sucessão ordenada, etapa por etapa, representando a cada grau de amadurecimento. À medida que o sistema nervoso se modifica com a ação do crescimento, a conduta se diferencia e muda.
    Deste modo, as contribuições da genética e do ambiente são influenciadores significativos a partir de uma troca recíproca de fatores perante o processo de amadurecimento. A constituição da genética do individuo, bem como as experiências intra e extra-uterinas, afetam o crescimento físico, intelectual e emocional, determinando uma reação favorável ou desfavorável às posteriores modificações do meio em que vive.

    • já li algumas coisas de Gesell e ele, tal como muitos outros, defende que existe uma troca reciproca do ambiente e do “pacote genético”, mas o exterior adapta-se e contrói o interior, não o contrário. Poré, falar de contribuição genética é falar do ambiente, porque é na relação com o ambiente que os organismos vão propagando certas características genéticas.

  22. Marcelo diz:

    Quando se fala de génetica é assunto complexo, não acredito que seja imfluemciado pela génetica, mas sim que todos nasce com o seu Q.I resta só, o individuo saber desenvolver ao longo do tempo da sua vida.

    att,
    Marcelo Souza

  23. Maria Renata C. Alves diz:

    Creio que a inteligênica seja um fator genétio, em outras palavras, que cada indivíduo nasce com uma porção de inteligência. Porém não creio que isso signifique que o indivídou que não é tão inteligente fique obrigatoriamente o resto da vida dessa maneira, acredito que o meio social que ele vive, até mesmo uma boa educação modifique isso.

  24. GLAUCYA diz:

    Acredito que a genética influencie, mas não chega a 50%. O que mais influência no desenvolvimento do individuo é a convivência familiar, social e do meio em que vive.
    A genetica pode sim, influenciar em algumas coisas, como é o caso das doenças hereditárias,e sem falar também, na aparência do individuo,que é herdada dos seus pais ou até mesmo dos seus famíliares mais proxímos,mas acredito que seja só nisso que a genética influêcia.
    As outras coisas,como o carácter, do mesmo, é adiquirida de acordo com a sua convivência social e educação familiar.

  25. Gilberto J.C. Filho diz:

    Realmente estamos diante de um assunto bastante complexo e repleto de dúvidas,pois nem os estudiosos conseguem debater o tema comtotal segurança,afinal de tempos em tempos a humanidade se surpreende com casos muitos distintos.No meu ponto de vista o ambiente influi muito mais que o gene do indivíduo,pois se um ser humano é criado em ambiente saudável e com boas orientações a probabilidade de se ter um indivíduo mais equilibradoáumenta muito.

  26. Jordana Araújo Mengel Santos diz:

    Considero que a biologia traz para o indivíduo uma tendência maior a determinadas características, como é o caso da inteligência e do alcoolismo, exemplos citados no texto. Mas, são tendências, que através de hábitos do ambiente onde aquele indivíduo é formado, é criado, pode ser expandida ou reprimida. se existe história de alcoolismo na árvore genealógica de uma pessoa, a probabilidade de ela desenvolver essa fraqueza é maior, mas, todavia, se houver decisão de mudança de hábitos, de atitudes, no seio famíliar onde essa pessoa for criada, até mesmo pelas experiências já vividas em gerações anteriores, que levem a impedir às práticas causadoras da dependência alcóolica, vejo que, a partir daí a genética não mais influenciará. Como também acontece no exemplo da inteligência. Onde, em uma família com vários irmãos, e todos recebem a mesma educação, com as mesmas estruturas sociais, culturais, e notavelmente, um ou outro tem maior facilidade de aprendizado, subentende que a “carga genética da inteligência” esteve mais presente neste, e que, com o estímulo, obteve um desenvolvimento maior desta característica em particular. Isso me leva a concluir que a influência é recíproca, tanato a genética influencia em determinada práticas desenvolvidas no ambiente de formação de um indivíduo, como o ambiente pode imprimir numa pessoa uma característica aversa do que se percebe em toda a sua árvore genealógica. E se tratando de percentuais de influência de fatores biológicos ou culturais, que seja sempre maior o que leve a formação de um indivíduo melhor.

  27. aclecia nascimento diz:

    Á GENETICA vai ate onde achar que deve ir,assim como o mundo estar muito evoluido a medicina também.
    podemos ver seres criados de outros genes,semelhanças iguais, tipo sanguino.

  28. Lidiane diz:

    Essa discussão deve se extender ao longo dos tempos…

    Acredito que a genética tenha uma porcentagem superior a do meio no que diz respeito a inteligência,desenvolvimento humano,etc…
    Mas,até que ponto essa complexa discussão nos é relevante?Talvez para que um dia possamos otimizar o meio em que nos relacionamos em prol do nosso desenvolvimento?

  29. Jordana Araújo mengel Santos diz:

    Considero que a biologia, traz para o indivíduo uma tendência maior à inteligência, ou mesmo, ao alcoolismo, exemplos citados no texto, mas são tendências, que através de hábito e do ambiente onde aquele indivíduo é criado, é formado, pode ser expandida ou reprimida. Se uma pessoa tem uma história de alcoolismo em sua árvore genealógica, acredito que a probabilidade é maior de desenvolver esta fraqueza, mas, todavia, se numa mudança de princípios e de atitudes, o seio familiar onde essa pessoa se desenvolver, procurar impedir práticas que levem a esse mal, desde o iníciode sua vida, acredito que a biologia não mais influenciará no desencadear da dependência do álcool. Como também acontece com a inteligência. Numa família com vários irmãos, onde todos recebem a mesma educação, com as mesmas estruturas sociais, notavelmente um ou outro tem maior facilidade de aprendizado. Isso me leva a concluir que a influência acontece das duas maneiras, tanto a genética influencia em determinadas características dispostamente desenvolvida no ambiente de formação do indivíduo, como o próprio ambiente pode imprimir numa pessoa uma característica que não tem histórico nenhum em sua genética.

  30. Lorena Beatriz Curto De David diz:

    Segundo alguns pesquisadores, sabe-se que a inteligência tem importante influência a herança genética e o meio em que esta foi desenvolvida. Gostaria de ter bibliografias de pesquisadores brasileiros neste assunto.

    • Olá Lorena!

      Peço desculpa pela demora, mas ando a tentar “migrar” este site para o bllogger, onde já irei conter novas informações e “direccções bibliográficas” sobre este tema.

      Não conheço referências brasileiras neste tópico em particular. Normalmente leio de autores americanos ou ingleses… e existe bastante coisa sobre o assunto. Peritos a estudar a “raça” no brasil conheço o Guimarães e o Laguardia. Se qusier mais informações comunique.

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