«Toda a nossa política social está baseada no facto da inteligência deles [africanos]
ser a mesma que a nossa. Mas todas as experiências dizem que não é bem assim (…)
Quem tenha que lidar com empregados negros sabe que isto não é verdade.
James Watson, 2007
Em 14 de Outubro de 2007, o biólogo molecular norte-americano de 79 anos, James Watson, vencedor do prémio Nobel da Medicina em 1962, por ser um dos descobridores da estrutura molecular do ADN em 1953 e muito famoso no meio académico pelas suas opiniões polémicas (as quais lhe valeram o apelido de ‘Honest Jim’) deu uma entrevista à revista do Jornal londrino Sunday Times, afirmando-se «pessimista» sobre o futuro da África, pois as políticas sociais para o continente eram baseadas no facto de a inteligência dos negros ser igual à dos brancos, apesar das experiências nos dizerem que não é bem assim. Em consequência destas declarações, centenas de cientistas oriundos de várias partes do mundo escreveram artigos ou manifestaram-se publicamente a respeito das opiniões de Watson, a maioria contra elas; o Museu de Ciências de Londres e a Universidade de Edimburgo cancelaram as conferências que ele iria dar naquela mesma semana e o laboratório de Cold Spring Harbor demitiu-o – embora Watson já tivesse difundido posições semelhantes no seu livro Avoid Boring People (Evite Pessoas Chatas), lançado em Setembro do ano de 2007.
Acusado de racista, extremista e colocado ao lado da figura de Hitler, Watson não parece ter recebido um tratamento muito diferente daquele que Jensen e Eysenck sofreram na década de 60 ao afirmarem que os afro-americanos obtinham resultados inferiores nos testes de inteligência, e que tal se devia, maioritariamente (80%), a factores genéticos. Isto demonstra que não houve qualquer mudança de mentalidade e que o público permanece ignorante quanto a este género de estudos e pouco preparado para lidar com situações nas quais se declara abertamente a diversidade racial – algo natural ao longo da história humana.
Mas muito antes de James Watson fazer os tão publicitados «comentários racistas», outros cientistas (Burt, C., Jensen, A. R., Eysenck, H. J., Herrnstein e Murray’s, Lynn e Vanhanen’s, Rusthon, J. P.) publicaram, ao longo dos últimos 150 anos, vários artigos a descrever a evidência das diferenças de QI entre grupos étnicos. Jensen (1969) em Harvard Educational Review, após a realização de vários testes de inteligência concluiu que: 1) os testes de QI medem a dimensão da capacidade geral (general-ability) que possui grande relevância social; 2) as diferenças individuais no QI têm uma elevada hereditariedade; 3) os programas educacionais mostram-se, geralmente, ineficazes na mudança do status da capacidade geral em indivíduos e grupos; 4) as diferenças de classe social no QI têm uma componente genética apreciável e, por fim, a mais controversa de todas; 5) a medida das diferenças entre grupos de Negros e Brancos no QI possuem, provavelmente algum componente genético. Mais tarde, num livro intitulado The G Factor (1998) Jensen mostra que g – factor geral da capacidade cognitiva – é: 1) o aspecto mais previsível nos testes de capacidade cognitiva; 2) está relacionado com a dimensão do cérebro, índices de hereditariedade e outros factores biológicos; e 3) mostra uma medida significativa de diferenças nos grupos raciais.
Herrnstein & Murray’s (1994) no livro The Bell Curve – Inteligence and Class Struture in American Life, que se tornou best-seller nos Estados Unidos, também reforçaram a evidência de um factor geral de leitura nas diferenças de QI, o que levou o pêndulo da influência da Genética (nature) Vs. Ambiente (nurture) a inclinar-se na direcção da ‘genética’, pelo menos aos olhos do grande público, acabando por gerar uma enorme controvérsia na psicologia, sociologia, educação e política, já para não mencionar os media. Charles Murray, cientista político norte-americano e co-autor deste polémico livro, embora mais novo que James Watson, sofreu o mesmo tipo de crítica ao defender, juntamente com Richard Herrnstein, psicólogo e professor de Harvard, que: i) o QI pode prever o sucesso académico e profissional: grupos com baixo QI predizem abuso infantil, crime e delinquência, má saúde, propensão para acidentes, geração de crianças fora do casamento, divórcios antes de decorridos cinco anos de casamento e mesmo o acto de fumar durante a gravidez; grupos com QI elevado possuem mais indivíduos de capacidades superiores: enquanto os Orientais (detentores de QI’s mais elevados) desenvolveram sociedades complexas na Ásia, e os brancos (com QI’s intermédios) produziram civilizações complexas na Europa, os africanos (com QI’s inferiores aos restantes) não foram capazes de o fazer; ii) os testes de QI apontam para a diferença entre as raças e demonstram a força da hereditariedade: em média, os Orientais obtêm melhores resultados de QI que os Brancos, os quais conquistam, geralmente, uma média melhor que os Negros: as diferenças entre Brancos e Negros em termos de QI surgem muito cedo, normalmente, a partir dos três anos de vida, e não são somente devidas a diferenças de classe social, mas sobretudo à hereditariedade.
Em geral, aquilo que Herrnstein & Murray (1994) procuraram demonstrar no seu livro é que «a inteligência de um indivíduo – geneticamente herdada, não menos de 40%, nem mais de 80%, dos seus pais – têm mais influência que o fundo socioeconómico sobre o qual se irão desenvolver as suas experiências futuras» (Manolakes, 1997). A parte da obra que mais captou a atenção pública foi a questão das diferenças de QI entre Africanos, Americanos e Caucasianos. O autores afirmaram que: 1) os asiático-americanos possuem um QI médio mais elevado que os americanos brancos, e que; 2) os americanos-brancos têm uma média de QI superior aos americanos negros. Foram também realizadas investigações sobre as diferenças raciais nos sub-componentes de inteligência. Hernerrstein & Murray relatam que: 1) a pontuação dos Asiáticos é normalmente, a mesma ou ligeiramente inferior à pontuação dos americanos brancos nos testes de QI verbais, mas mais elevada no QI ‘espacial-perceptual’; 2) os americanos negros tendem a obter pontuações mais elevadas que os brancos em sub-testes que envolvem aritmética e memória imediata, enquanto os brancos pontuam mais nos sub-testes de capacidade ‘espacial-perpectual’. Os autores reconhecem que as causas dessas diferenças podem ser ambientais, porém, as diferenças de QI parecem ser demasiado grandes para serem explicadas somente por influências ambientais: 1) fornecem muita pontuação; 2) estudos entre descendentes da mesma raça apresentam resultados análogos.
A partir do momento em que o QI começa a ser largamente entendido como geneticamente determinado, Herrnstein & Murray apresentaram sugestões acerca das implicações da inteligência (geneticamente herdada) na vida pública, política e social. Os autores expressam resistência às intervenções educacionais e ambientais, argumentando que o dinheiro gasto dessa forma é um autêntico desperdício, pois a América está-se a tornar uma sociedade de «castas cognitivas», sendo que a casta mais baixa inclui uma larga proporção de Africo-Americanos, Hence their statement that the ‘genetic capital’ of society is being eroded because the less intelligence, lower class is reproducing at a greater rate than high IQ classes.daí a afirmação de que o «capital genético» da sociedade está a ser afectado, pois os grupos de inteligência inferior (coincidentes com a classe mais baixa) reproduz-se numa taxa mais elevada que as classes de QI superior. Entenda-se que apesar destes estudos parecem apontar de uma forma radical para a divergência entre as raças, seria incorrecto da nossa parte caracterizar ou apelidar The Bell Curve como o livro da «Curva Racista» ou «Geneticista», apenas porque apresenta sugestões bem-intencionadas para melhorar a vida pública em função de resultados obtidos em testes de QI. Note-se que mesmo os depreciadores desta tese, tais como Wahlsten (1997) “It does not matter whether the field of human behavior genetics finally decides that the heritability of IQ in the United States is 25%, 40%, 50%, or 70%. Any such estimate will be utterly useless to anyone seeking better ways to improve the intelligence of the nation through health care and educareconhecem a importância do seu contributo para o debate psicológico actual.
Mas Herrnstein & Murray (1994) não são os únicos a defender a diferença racial no QI e a estabelecer relações com o desenvolvimento das nações. Na realidade, o livro The Bell Curve «apenas» veio reforçar os resultados já obtidos pelo Psicólogo Britânico Richard Lynn em 1991, num artigo intitulado The Evolution of race Differences in Intelligence (1991). A compilação dos dados obtida ao longo de 20 anos de investigação resultou na apresentação de um padrão global de resultados de QI: os orientais do Anel do Pacífico têm QI entre 100 a 111; os Brancos da Europa possuem um QI de 100 a 103 e; os Negros que vivem em África têm um QI de cerca de 70 – a média mais baixa até hoje registada – confira-se os resultados no quadro abaixo:

Fig. 3: Retirado da terceira edição não abreviada de Raça, Evolução e Comportamento (pág.15 a 16)
Estes resultados adquiriram enorme popularidade no livro IQ and the Wealth of Nation, publicado por Richard Lynn e Tatu Vanhanen (2002), no qual se discutem as correlações existentes entre as diferenças no quociente médio de inteligência nacional (QI) e a riqueza das nações. Lynn & Vanhanen (2002) explicaram a evidência desta relação ao mostrar que o QI é um dos factores que contribui de forma determinante para as diferenças de riqueza a nível nacional e para as diferenças nas taxas de crescimento económico. Segundo os autores, o gigantesco desenvolvimento nos países de primeira linha mundial (nomeadamente, a América do Norte e a Europa) deve-se, sobretudo, ao elevado nível de inteligência da sua população, que está, de acordo com Vanhanen, directamente relacionado com o facto de a maioria da população desses países ser de raça Caucasiana. Inversamente, o subdesenvolvimento de países como a África é consequência directa dos baixos QI´s da população, ocasionado pelo facto dos habitantes desses países serem predominantemente Negros. Lynn & Vanhanen (2002) chegam à conclusão, após a análise de 81 nações, que países cujo QI seja inferior a 90 correm um sério risco de desenvolvimento. Em justificação, apresentam a seguinte lista: «Hong Kong: 107; Coreia do Sul: 106; Japão: 105; Taiwan: 104; Holanda, Alemanha e Áustria: 102; Suécia: 101; Finlândia: 97; Índia: 85; Tanzânia: 72; Nigéria: 67; Serra Leone: 64; Etiópia: 63; Guiné Equatorial: 59».
As diferenças médias de QI registadas por Hernerrstein, Murray, Lynn e Vanhanen, foram progressivamente obtidas, de modo similar, por muitos outros estudiosos. Kenneth Owen, utilizando as Matrizes Progressivas de Raven (que medem o raciocínio e não a informação cultural específica) obteve um QI de 70 para africanos negros que frequentavam o sistema escolar sul-africano. Fred Zindy, um zimbabueano negro, através de um estudo semelhante realizado no seu país, com jovens dos 12 aos 14 anos, constatou os mesmos resultados, sendo interessante sublinhar que os estudantes Mestiços da África Do Sul têm um QI de 85, i. e. o mesmo que os Negros nos Estados Unidos, Grã-Bretanha e Caraíbas. Os métodos genéticos (tais como os utilizados em testes de paternidade) indicam-nos que «estes Mestiços têm cerca de 25% de antepassados Brancos (25% White Ancestry) e os seus QI’s situam-se no ponto intermédio, ou seja, entre os Negros ‘puros’ (70) e os Brancos ‘puros’ (100).» (Rusthon, J., P., 2000).
Mais recentemente, Roland G. Fryer, Jr. e Steven D. Levitt (2007) num artigo intitulado Testing for Racial Differences in the Mental Ability of Young Children também chegam à conclusão que existem diferenças de QI notórias entre as diversas raças, as quais se mantêm ao longo do seu desenvolvimento social: «Em testes de inteligência, os Negros pontuam sistematicamente pior do que os Brancos. (…) Mesmo depois de ter em conta factores demográficos e sócio-económicos tais como salário parental, educação, profissão, ambiente familiar, peso de nascença, região e urbanicidade, permanece mesmo assim uma diferença racial substancial nos resultados dos testes entre Brancos e Negros. Os Asiáticos tendem a ter resultados médios sistematicamente mais elevados do que as outras raças» (Fryer & Levitt, 2007). Segundo este artigo, as acentuadas diferenças de QI averiguadas entre as raças evidenciam uma forte componente genética: qualquer que seja o ambiente em que se desenvolve, o QI enquadra-se sempre na mediania do grupo étnico ao qual pertence, daí a possibilidade de se «catalogar».
John Philippe Rusthon, Professor de Psicologia da Universidade de Westen Ortario, no Canadá, muito conhecido pelo seu trabalho de investigação na inteligência e nas diferenças raciais, apresenta conclusões idênticas, embora mais arrojadas, nas suas publicações. Rusthon verifica que quando pessoas de diferentes raças realizam testes de QI, tendem a registar-se diferenças nos resultados médios que obtêm. Segundo as suas investigações, essas diferenças encontram-se estreitamente relacionadas com a dimensão do cérebro (que é diferente entre as várias raças): «Os Orientais têm (em média) os maiores cérebros e os mais altos QI´s; os Negros os menores e os Brancos colocam-se numa posição intermédia. As diferenças no tamanho dos cérebros explicam as diferenças de QI, quer dentro dos grupos, quer entre grupos» (Rusthon, J. P. 2000). Estes resultados foram progressivamente divulgados em revistas científicas. Em Brain size and cognitive ability: Correlations with age, sex, social class, and race, da Revista Psyconomic Bulletin and Review, Rusthon, juntamente com Ankney (1996), utilizando a recente técnica da Imagem por Ressonância Magnética (‘Magnetic Resonance Imaging’ – MRI) para medir o volume do cérebro humano, encontraram ao longo de oito estudos (envolvendo mais de trezentos e oitenta e um adultos) uma correlação de 0,44 entre o QI e a dimensão do cérebro. É importante sublinhar que esta correlação obtida com a MRI é mais elevada do que a correlação anteriormente observada de 0,20, através da simples utilização de medidas do tamanho da cabeça (embora 0,20 seja significativo). Durante trinta e quatro estudos, Rusthon e Ankney apuraram que a correlação de 0,44 entre a dimensão do cérebro e o QI é tão alta como a correlação entre a classe social em que o indivíduo nasceu e o seu QI em adulto, o que demonstra, de modo evidente, que o tamanho do cérebro possui ligações com as realizações culturais – razão pela qual merece atenção redobrada.
A defesa da existência de uma correlação acentuada entre o QI e o tamanho do cérebro não é nova (recorde-se os estudos de Paul Broca em 1980) e tem vindo a ser largamente publicitada. Num artigo publicado na Revista Intelligence, Rusthon (1997), através da análise dos dados obtidos pela Collaborative Perinatal Project, que registam o tamanho do volume craniano em centímetros cúbicos e os resultados de QI de cerca de 50 mil crianças, desde o nascimento até aos sete anos (Broman, Nichols, Shaugnessy, e Kennedy, 1987), verificou que as diferenças raciais na medida do cérebro não só subsistem como são observadas desde o nascimento:

Fig. 4: Capacidades cognitivas em centímetros cúbicos. Dados desde o nascimento até aos 7 anos obtidos no U.S. Perinatal Project, dados de adultos do exército dos E.U.A. Em Rusthon, J. P., 1997, Intelligence, 25, pág. 15
Segundo o gráfico, desde o nascimento até aos sete anos de idade, as crianças Asiático-americanas registam volumes cranianos maiores que as crianças Brancas, as quais, por sua vez, registam volumes cranianos superiores aos das crianças Negras. Entre cada uma das raças, as crianças com maiores capacidades cranianas obtiveram pontuação mais elevada nos testes de QI. Pelos sete anos, os asiático-Amercianos pontuaram um QI de 110, as crianças Brancas pontuaram um QI de 108 e as crianças Negras registaram um QI de 90. Isto comprova que as diferenças raciais no tamanho do cérebro/QI não se relacionam com a estatura física dos indivíduos, dado que as crianças asiático-Americanas desde o nascimento até aos sete anos são, em geral, as mais baixas e de estrutura física mais leve, enquanto que as crianças Negras são as mais altas e pesadas.
A razão comummente apresentada pelos investigadores para o facto dos cérebros maiores serem ‘mais inteligentes’ é que, normalmente, eles contêm mais neurónios e conexões, o que os torna mais eficientes (Haier, 1995) – razão pela qual possuem maior probabilidade de sucesso. Quanto maior for a capacidade cerebral, maior é a flexibilidade do cérebro diante dos desafios e problemas que enfrenta. Neste sentido, Rusthon argumenta que os Orientais têm, em média, mais uma polegada cúbica de matéria cerebral do que os Brancos, que por sua vez têm, em média, mais cinco polegadas cúbicas do que os Negros: «Uma vez que uma polegada cúbica de matéria cerebral contêm milhões de células cerebrais e centenas de milhões de conexões, as diferenças de tamanho cerebral ajudam-nos a explicar as diferenças raciais no QI» (Rusthon, 2000).
Mas as «razões» apresentadas por Rusthon (e partilhadas por muitos outros investigadores), para a justificação da correlação entre o cérebro e os resultados de QI, não são universais e invariáveis. De facto, ainda não foram realmente identificados os genes responsáveis por este tipo de conexões, embora elas existam. Ian J. Deary, em A Inteligência (2001) analisou o modo como as diferenças de inteligência psicométrica se relacionam com o tamanho do cérebro, a sua actividade eléctrica, a eficiência do processamento visual e a rapidez das reacções simples, acabando por chegar à seguinte conclusão: «existe uma modesta correlação entre o tamanho do cérebro e a inteligência psicométrica. Pessoas com cérebros maiores obtêm tendencialmente resultados mais elevados nos testes mentais. Porém, ainda não conseguimos descobrir a razão dessa associação» (Deary, I., 2001).
Aquilo que efectivamente os estudos científicos nos dão certeza é que: i) diferentes dimensões de cérebros correspondem – sem variações relevantes – a diferentes raças: os orientais possuem, em média, os cérebros maiores, os Negros os mais pequenos e os Brancos situam-se no meio; ii) a dimensão do cérebro está intimamente relacionada com determinadas apetências, como o QI, sendo que os cérebros com maior dimensão atingem resultados de QI mais elevados: os Orientais possuem, em média, os QI’s mais altos, seguidos dos Brancos e, por último, dos Negros.
De acordo com um vasto conjunto de investigadores – entre eles, Bouchard, T. J., Loehlin, J. C., Plomin, R., Rusthon, J.P., Herrnstein, R. J., Lynn, R., etc. – as diferenças no QI entre os Negros, os Orientais e os Brancos possuem uma base hereditária determinante, a qual Rusthon denomina de base genética: «(…) a hereditariedade do QI é de cerca de 50% para os Negros, Orientais e outros grupos, como é o caso dos Brancos. Por isso, existe uma base genética para a inteligência em todas as raças» (Rusthon, 2000). A melhor prova e também a mais utilizada para explicar que as diferenças de QI têm, efectivamente, uma base genética ou hereditária são os estudos de hereditariedade, nomeadamente os estudos realizados entre gémeos (Bouchard, T. J.), os estudos de adopção (Loehlin, J. C.) e, sobretudo, os estudos de adopções trans-raciais entre crianças Orientais, crianças Negras e crianças Mestiças.
Um estudo trans-racial muito famoso entre crianças Orientais, Negras e Mestiças é o do Minnesota Tranracial Adpption Study de Sandra Scarr e Richard A. Weinberg (1983). Inicialmente, os autores pensavam que o seu estudo provaria que um bom lar (i. e. um ambiente familiar com excelentes condições económicas e culturais) poderia aumentar o QI de crianças Negras – à partida mais desfavorecidas. Mas, no final do estudo, os investigadores constataram que o padrão racial coincidia totalmente com aquele que era previsto pela teoria genética, pois à medida que as crianças se foram aproximando da idade adulta, os resultados de QI tenderam progressivamente a assemelhar-se da média de QI dos respectivos grupos raciais. Assim, embora aos sete anos as crianças Negras registassem um QI de 97 – bastante acima do QI médio dos Negros e quase igual à média dos Brancos (100) – aos dezassete anos já só registavam um QI de 89, enquanto que as crianças Brancas um QI de 106 e as crianças mestiças um QI de 99. Estes resultados, juntamente com os dados da performance académica, das classificações dentro das turmas e dos testes de aptidão, comprovaram o mesmo padrão – confira-se abaixo:

Fig. 5: Retirado de Raça, Evolução e Comportamento (3ª Ed.) (p. 187)
O conjunto de resultados obtidos no quadro conduziu os investigadores à seguinte conclusão: «os adoptados provenientes de ambos os pais Afro-Americanos revelaram um QI que não era especialmente superior aos das crianças Negras que cresceram em famílias Negras» (Scarr, S., 1983). Apesar de inseridos num ambiente mais favorável, as crianças Negras não demonstraram uma melhoria significativa face a crianças Negras criadas por pais Negros – recorde-se que um QI de 70 ou 80 apenas é frequente em Negros que vivam na África. Portanto, aquilo que este estudo de adopção trans-racial nos demonstra é que: i) crescer e desenvolver-se num ambiente familiar da classe média Branca, não faz baixar o QI médio dos Orientais, nem aumentar o QI dos Negros, embora se tenha denotado uma ligeira melhoria nos resultados obtidos pelas crianças ao longo do estudo; ii) os genes são, de facto, responsáveis, pelo menos em parte (50%) pelas diferenças de QI entre as raças – dada a incapacidade do ambiente/cultura de as modificar.
Este estudo, tal como outros, demonstra que as diferenças raciais são causadas pela acção simultânea dos genes e do ambiente, razão pela qual o factor genético não deve ser alvo de ataques abusivos, nem menorizado face ao ambiental – apesar das contestações provocadas por alguns deles – mas considerado um factor relevante e útil, na medida em que nos pode ajudar: i) a compreender melhor a complexidade e o funcionamento de cada raça: a descobrir as suas potencialidades, as suas forças, os seus anseios, as suas virtudes, as suas fraquezas, etc. para melhor lidar com elas; ii) a criar condições sociais mais equitativas em prol da diminuição das desigualdades, no sentido de melhorar a qualidade de vida dos indivíduos, ou seja, de possibilitar «a realização, para o maior número possível de homens e mulheres e pelo tempo mais longo possível, das condições de vida correspondentes à dignidade humana» (Vidal, M., 1993).
É só lembrar da parte biblíca quando cita a descendencia de Sem,Cam e Jafet.
Eu dei uma lida e discordo com isso, acho que o princípio é a educação todos os países líderes desse ranking investiu muito nos últimos anos em tecnologia e perpectivamente em educação, eu sou afrodescendente e tenho um QI de 148. Acho que a diferença por etnia é pouca o que mais vale é a educação.
OBRIGADO
Digo lhe que é um prodígio… QI de 145 é obra… os meus parabéns.. o meu não deve ir além de 105… tem todo o direito de discordar, mas também deveria apresentar argumentos convincentes. Neste momento os estados unidos gasta 4,5 biliões de dólares em investigação molecular sobre a inteligência, dá para pensar sobre o assunto….