“Testing for Racial Differences in the Mental Ability of Young Children” – Roland G. Fryer, Jr. e Steven D. Levitt

Em testes de inteligência, os Negros pontuam sistematicamente pior do que os Brancos. Há quem argumente que as diferenças genéticas entre raças expliquem a diferença. O artigo utiliza dados provindos de estudos a nível nacional, e descobre diferenças raciais menores nos resultados dos testes (0.06 de desvio)  entre Negros e Brancos que desaparece com a inclusão de um conjunto limitado de controladores.

Diferenças raciais largas foram encontradas em resultados de testes em crianças com 2 anos de idade e diferenças raciais completas observadas mais tarde na vida presente aos 3 anos. Mesmo depois de ter em conta factores demográficos e sócio-económicos tais como salário parental, educação, profissão, ambiente familiar, peso de nascença, região e urbanicidade, permanece mesmo assim uma diferença racial substancial nos resultados do teste Branco-Negro. Os Asiáticos tendem a ter resultados médios sistematicamente mais elevados do que as outras raças.

Alguns estudiosos argumentam que a combinação da alta hereditariedade da inteligência e as diferenças raciais persistentes nos resultados dos testes são prova das diferenças genéticas entre as raças.

Os factores ambientais comportam um papel pequeno em idades iniciais, e a presença duma diferença racial inicial em resultados de testes pode impulsionar o argumento a favor da base genética para as diferenças raciais.

Os dados em bruto dos Negros são indistinguíveis dos Hispânicos e Asiáticos, que também têm ligeiramente piores resultados do que os Brancos. Pelos 2 anos de idade, os Brancos, em média, têm melhores resultados do que crianças de outras raças por 0.3-0.4 de desvio de dados em bruto, e 0.2-0.3 de desvio com a inclusão de controladores extensivos.

Quando se calibra os resultados para um modelo simples em que os resultados são afectados por genes e pelo ambiente, a caracterização que melhor se adapta aos dados observados é um em que há pequenas diferenças raciais médias na inteligência, e os factores ambientais tornam-se importantes determinadores dos resultados dos testes tais como a idade das crianças, havendo também uma maior diferença média racial no ambiente.

O aparecimento tardio das diferenças raciais nos testes é também consistente com a existência de uma interacção genético-ambiental. No modelo de Dickens e Flynn, uma curva de feedback positivo existe entre genes e ambiente, que ao longo do tempo serve para aumentar a pequena diferença inicial quando as circunstâncias genéticas e ambientais estão positivamente correlacionadas.

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